A minha proposta de trabalho de seminário vai incidir sobre
a análise da última secção do livro The Woman Warrior: Memoires of a Girlhood Among
Ghosts (1976), de Maxine Hong Kingston, intitulada “A Song for a Barbarian Reed
Pipe”, à luz da construção de uma “voz” própria (enquanto
linguagem e identidade) pela filha de primeiros
emigrantes chineses nos Estados Unidos, com vista à integração e meio de
interacção entre si e o outro.
“A Song for a Barbarian Reed Pipe” relata diversos episódios
da juventude da narradora, sempre relacionados com a questão de linguagem,
enquanto meio de expressão cultural, nacional e individual e que são elementos
partipantes na construção da sua identidade. A relação com os "fantamas" (americanos brancos), com crianças de outras
raças/etnias (africanas, japonesas), diferenças entre progenitores (chineses)
e a comunidade branca, o papel da narradora enquanto intérprete (quer linguística
quer cultural) na sociedade, são alguns dos momentos descritos pela narradora.
O culminar da secção (e da obra) dá-se com a história/lenda
da poetisa Cai Yan (dinastia Han – 206 a.C. – 220 d.C) que foi raptada por uma
tribo de nómadas com quem viveu durante 12 anos e sobre cuja experiência
cantou no poema “Hu jia shi ba pai”, conhecido como “18 stanzas for a Barbarian
Reed Pipe”, que dá o titulo a esta secção. A narradora recorre a este poema
para fazer um paralelo entre a sua vida num lugar a que não pertence e como, tal como
Cai Yen, construiu o seu próprio canto.
Sugestões e críticas são bem vindas :)
Catarina Marques, aluna 27173

Olá Catarina!
ResponderEliminarApesar do livro datar de 1976, continua a ser um tema muito actual. Nos EUA podemos encontrar várias comunidades de outras países, incluindo chinesas (podemos pensar na ChinaTown) e é muito interessante esta perspectiva de ver um chinês, de uma cultura oriental, crescer numa cultura ocidental e tão própria como têm os EUA. Se quando se emigra para culturas mais próximas daquelas de que partimos, há sempre uma preocupação de manter viva a cultura que se deixa pra trás, é interessante perceber de que maneira isso acontece quando se parte para uma cultura que é o oposto da nossa. Crescer nessa situação não deve ser nada fácil, pois as crianças podem ser mal recebidas pelas outras crianças.
Bom trabalho!
Patrícia Matias, 37467